11 anos depois: o que o WindowsNET me ensinou


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Olá, mundo!

Dificilmente os leitores assíduos do blog na época do seu “auge” lerão este post algum dia – no máximo aqueles que me seguem no twitter até hoje ou os que porventura ainda tenham o feed do WindowsNET salvo em seu agregador de feeds (se é que as pessoas ainda usam agregadores de feeds).

Mas, se mesmo assim você que acompanhou o blog entre 2007 e 2010 chegou até aqui, já adianto o meu muito obrigado. Antes de qualquer expectativa: não, este não é o retorno (pretendo escrever um review específico nos próximos dias, mas é algo pontual). Estou aqui para dar um sinal de vida após 8 anos do fim de um blog que começou como um hobby e virou um “trabalho voluntário”, a ponto de exigir de mim o tempo e dedicação que eu não tinha mais.

Em 2007, talvez com o empurrãozinho do lançamento do (nem tão) saudoso Windows Vista, uma série de blogs brasileiros no WordPress começaram a surgir – a grande maioria deles voltado a práticas de personalização no Windows – o chamado “deskMod”. Eram temas pra lá, transformation packs pra cá… como o hardware exigido para o Windows Vista era muito caro para a época, houve um “boom” de gente querendo fazer com que seus guerreiros Windows XP ficassem com o visual mais próximo possível do seu sucessor. E eu, que estava imerso nesse universo, resolvi criar o meu.

O WindowsNET começou com o nome de BlogNET e sem nenhum objetivo – os primeiros posts eram basicamente um compilado de jogos, aplicativos e wallpapers que o Marlon, então com 11 (!) anos, achava legal. Infelizmente a Internet não sabe guardar sua própria história: praticamente nenhum link funciona e as imagens estavam hospedadas em sites que não existem mais. Com um tempo, eu fui pegando o jeito: o foco passou a ser o universo Windows: personalização (temas, ícones, papeis de parede e, claro, os concursos de deskmod, uma febre na época), notícias (as novas builds do Windows 7 e os betas dos softwares da suíte Windows Live eram o que eu mais gostava de cobrir), dicas de softwares utilitários e tutoriais – destaque para o tutorial que ensinou como mudar o papel de parede do Windows 7 Starter, este que é o post mais visualizado do blog até hoje. Mesmo não sabendo nada de técnicas de SEO, este post fez com que o Google trouxesse muita gente pra cá.

Foram anos divertidos. Lendo as postagens antigas atualmente, eu vejo que parecia muito mais legal na minha cabeça do que realmente era. Mas tudo bem. Eu tinha 14 anos e um blog com 4 milhões de visitas, e isso pra mim era algo espetacular. De 2010 até hoje os 4 milhões viraram 7,2 milhões – sem nenhuma postagem nova. De alguma forma este blog foi útil para muita gente, e isso é muito legal.

Haviam muitos outros blogs legais na época, e nenhum sobreviveu. O Blog Windows (foi excluído), do Raul Souza, talvez foi o principal deles. Tinha também o DeskMundo, do Márcio Gomes – que desativou seu blog e veio nos ajudar aqui no WindowsNET, o Suporte XP (o visual do site é um verdadeiro clássico da época. Todo mundo criava suas próprias artes para as seções do site, na parte direita), o highlander H2O DeskMod, do Diego Lima (o blog acabou e voltou diversas vezes, mas acabou também não resistindo), o TechMundo (foi excluído), do grande Thomas Falconi (por onde anda?) , o Windows Blog (foi excluído), do Ulisses, o Robson Costa, do Softwares (excluído), o blog do Rafael Ramos, o do Gabriel Brito (excluído), o clássico “O Que a Internet Não Tem?” (excluído) do Caio Alexandre (que nunca nos deu a resposta para essa pergunta), o Blessedguy, do Mauro… além de Felipe Zorzo, João Berdeville, Mathias Kroyzanovski, Ilton Jr., Matheus Bonela, Vinícius Santana e outros tantos leitores que viraram amigos na época. Menção honrosa ao Neto, que não teve blog mas sempre manteve contato comigo e chegou a fazer parte do blog – no post “Admirável Mundo Novo“, de 2009, o iPhone era novidade, o acelerômetro era uma ideia “muito louca” e os netbooks tinham tudo pra dar certo. Esse post me lembrou o tipo de reflexão/crítica que se vê no Manual do Usuário, do Rodrigo Ghedin. Ele já escrevia em blogs quando só havia mato na Internet, tornou do jornalismo de tecnologia sua profissão e segue até hoje nela. Talvez por ser o precursor de blogs do tipo, ele foi a minha principal inspiração para criar e moldar o WindowsNET.

Este blog até hoje significa muito para mim – é por isso que ele ainda está no ar. Atualmente trabalho em uma conhecida empresa de telecom e inteligência em Florianópolis (e um primo do Rodrigo Ghedin é meu colega, olha que mundo pequeno!) e redigir documentos faz parte da minha rotina. O WindowsNET me fez melhorar bastante as habilidades de escrita e de organização de tarefas. Hoje colho os frutos disso.

Ainda tenho contato esporadicamente com algumas pessoas que conheci nessa época, e a vida de todos tomou rumos completamente diferentes. Enfim. Embora não tenha dado certo, foi ótimo. “O que vale é a jornada, não o destino”, não é?

 

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WindowsNET desativado


Como vocês devem ter percebido, o número de novos posts no WindowsNET ultimamente vem caindo. Se em 2007 tinhamos, nos melhores dias, 10 posts em um dia, nas últimas semanas não foram feitos nem 8. Então, como disse o Rodrigo Ghedin, dia desses, “Se é pra fazer, é pra fazer bem feito. Se não, melhor nem fazer”. Então eu acho que será melhor fechar o blog de uma vez por todas do que deixa ele assim, se arrastando, com posts novos a cada 1 semana.

Eu agradeço por cada clique, por cada comentário, por cada participação nas promoções e concursos. Nesses quase três anos de blog, chegamos a incrível marca de quase 4 milhões de visitas. Cara, 4 MILHÕES é MUITA coisa. Mas a gente conseguiu. E graças a vocês.

Estamos num período quente no mundo da informática. Vários lançamentos bastante aguardados estão para sair, como IE9 e Windows Live Wave 4, por isso, o Twitter do WindowsNET vai continuar ativo, trazendo as principais manchetes do mundo da informática em tempo real, com links para a matéria completa vindas dos melhores blogs de tecnologia do país.

É isso. Ficamos por aqui e obrigado por tudo. Fique ligado, a partir de agora, no nosso Twitter!

Pra você que rolou o texto direto pro final pra ver as letrinhas miúdas: Não, isso não é brincadeira de 1º de abril